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Dicas de compra

Como comprar iPhone no Paraguai sem cair em cilada: lacre, IMEI e garantia

Por Equipe Paraguai Lojas

O iPhone é, de longe, o produto mais buscado por quem atravessa para o Paraguai — e também o que mais concentra tentativa de golpe. A boa notícia: com um checklist de dez minutos feito dentro da loja, antes de pagar, você elimina praticamente todos os riscos. Este guia é esse checklist.

Antes de viajar: compare o preço e defina o modelo

Não existe "preço do iPhone no Paraguai": o mesmo modelo pode variar bem entre lojas a poucos metros uma da outra. Antes de atravessar:

  • Compare o modelo exato (armazenamento e cor incluídos) nas ofertas de hoje. Diferenças de dois dígitos percentuais entre lojas são comuns.
  • Confira a cotação do dólar do dia para converter mentalmente sem depender do vendedor.
  • Lembre que o aparelho quase certamente consome boa parte da sua cota de US$ 500 — modelos Pro costumam ultrapassá-la sozinhos, e aí entra o imposto de 50% sobre o excedente. Simule o custo final na calculadora.

Um preço muito abaixo de todas as outras lojas não é sorte, é sinal de alerta: versão de vitrine, aparelho recondicionado vendido como novo, ou o clássico "acabou esse, mas tenho outro igual" — leia nosso resumo de golpes clássicos da fronteira.

Na loja: confira o lacre e a caixa

Peça a caixa lacrada e examine antes de qualquer pagamento:

  • O plástico original da Apple é fino, justo e tem as abas de puxar bem-feitas. Plástico grosso, folgado ou com excesso de cola indica relacre.
  • A caixa deve estar firme, sem amassados, e as impressões nítidas.
  • Abra a caixa na loja, na sua frente. Loja séria não se ofende com isso; loja que resiste é motivo para sair.
  • Confira se o modelo, a cor e a capacidade impressos na caixa batem com o que você pediu — e depois com o que aparece no aparelho.

O teste do IMEI: cinco minutos que valem o aparelho

Com o iPhone ligado na sua frente:

1. Vá em Ajustes → Geral → Sobre e anote o número de série e o IMEI.

2. Confira se o IMEI da tela bate com o impresso na caixa e o exibido ao discar o código IMEI no teclado do telefone (*#06#). Os três precisam ser idênticos.

3. Acesse o site da Apple de verificação de cobertura (checkcoverage.apple.com) usando o seu próprio celular e digite o número de série. O resultado deve mostrar o modelo correto e, principalmente, garantia ainda não iniciada (aparelho nunca ativado). Se aparecer garantia contando há meses, o aparelho já foi ativado antes — não é novo.

4. No Brasil, você ainda pode consultar o IMEI no site Celular Legal, da Anatel, para conferir se o aparelho não consta como irregular.

Aproveite e cheque na tela Sobre o campo "Modelo": aparelhos novos mostram a letra M no início do número de peça (ex.: MXXX...). Se começar com F, é recondicionado pela Apple; com N, é aparelho de troca. Para pagar preço de novo, exija o M.

Modelo global vs. LL/A: o que muda

No fim do número do modelo (Ajustes → Geral → Sobre → Número do Modelo, toque para alternar) aparece um sufixo como LL/A, BE/A, CH/A ou BR/A. Ele indica o mercado de origem:

  • LL/A (EUA): é o mais comum no Paraguai. Nos modelos a partir do iPhone 14 vendidos nos EUA, não há bandeja de chip físico — é só eSIM. Funciona normalmente nas operadoras brasileiras que suportam eSIM, mas quem depende de chip físico deve evitar.
  • Modelos "globais" (outros sufixos, como BE/A ou VC/A): geralmente têm bandeja de chip físico além do eSIM.
  • CH/A (China): dual SIM físico, sem eSIM em muitos modelos.

Nenhum deles é "falso" — todos são iPhones legítimos. A questão é compatibilidade com o seu uso. Confirme o sufixo na tela do aparelho antes de pagar, não confie só na etiqueta da caixa. Todos funcionam com as frequências 4G/5G brasileiras nas faixas principais; o LL/A inclusive costuma ter suporte amplo de bandas.

Garantia Apple: internacional, com um porém

A garantia do iPhone é internacional: um ano da Apple, valendo o atendimento em assistências autorizadas no Brasil. Você não fica desamparado por ter comprado fora. Os poréns honestos:

  • O prazo conta a partir da ativação do aparelho (mais um motivo para checar o número de série antes).
  • A garantia é da Apple, não da loja paraguaia — troca imediata por defeito de fábrica na loja depende da política de cada uma.
  • Guarde a nota fiscal da loja: a Apple pode pedir comprovante de compra, e a Receita certamente vai pedir na volta.

Por isso a nota fiscal não é opcional. Além de ser sua prova de compra para garantia, é ela que define o valor considerado na aduana. Loja que "não emite nota" ou oferece nota com valor diferente do pago é loja para não comprar.

A conta final: cota e imposto

Um iPhone de entrada pode caber dentro dos US$ 500 de cota individual; um Pro Max dificilmente cabe. Passou da cota, a regra é pagar 50% sobre o excedente via e-DBV — e, mesmo assim, a conta costuma fechar a favor do Paraguai em boa parte dos modelos, dependendo da diferença para o preço brasileiro no momento. Não confie em regra de bolso: os preços mudam toda semana. Simule na calculadora com o preço real que você encontrou na comparação.

Checklist final (salve esta lista)

  • Comparei o preço em mais de uma loja antes de viajar
  • Caixa lacrada com plástico original, aberta na minha frente
  • IMEI igual na caixa, em Ajustes e no código discado (*#06#)
  • Número de série consultado no site da Apple: garantia não iniciada
  • Número de peça começando com M (novo)
  • Sufixo do modelo compatível com meu chip (eSIM ou físico)
  • Nota fiscal emitida com o valor real
  • Custo final simulado com cota e imposto

Dez minutos de conferência, anos de uso tranquilo. E se a viagem for bater e voltar no mesmo dia, organize as paradas com o nosso roteiro de 1 dia em Ciudad del Este e o guia completo de compras.